A declaração de Montevidéu.

tradução: Ney Moraes Filho e Margareth Morelli

Os Educadores e Educadoras Sociais, e outros atores, todos e todas reunidos no XVI Congresso Mundial da AIEJI, a partir da reflexão e do debate coletivo, declaramos que:
  1. Reafirmamos e comprovamos a existência do campo da Educação Social como um afazer específico orientado a garantir o exercício dos direitos dos sujeitos deste nosso afazer, e que requer nosso permanente compromisso em seus níveis éticos, técnicos, científicos e políticos.
  2. Para o cumprimento deste compromisso, é um imperativo a consolidação da figura do Educador ou Educadora Social, sua integração em equipes de trabalho, e sua organização como coletivos.
  3. Este afazer requer Educadores e Educadoras Sociais com sólidas formações inicial e permanente.
  4. Tais formações devem priorizar um olhar para as práticas, com uma análise crítica permanente.
  5. Reconhecemos a importância dos processos de sistematização das práticas profissionais como uma forma de contribuir para a formação, o aperfeiçoamento profissional - que é um direito dos sujeitos da educação social -, e da problematização, nesse processo, de nossos propósitos político-pedagógicos.
  6. Reafirmamos que a ética deve ser uma referência permanente, concebida e realizada de forma coletiva, sendo um de seus pilares a participação crítica dos sujeitos.
  7. Os Educadores e Educadoras Sociais renovamos nosso compromisso com a democracia, pela justiça social, na defesa do patrimônio cultural e dos direitos de todos os seres humanos, com a convicção de que outro mundo é possível.

Montevidéu, 18 de novembro de 2005

 


 

1 Empoderamento (empowerment): em um sentido amplo é a expansão na liberdade de escolher e de atuar. Significa aumentar a autoridade e o poder do indivíduo sobre os recursos e as decisões que afetam a sua vida.

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