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A Associação dos Educadores e Educadoras Sociais do Estado de São Paulo - AEESSP foi fundada a partir de uma longa articulação que se origina no projeto Alternativas de Atendimento a Crianças e Adolescentes, em 1983, período em que o atendimento a meninos e meninas de rua se caracterizava por extrema repressão e um Estado tutelar que atuava intervindo diretamente dentro das casas.
Do processo de enfrentamento dessa forma de atuar nasce o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), cujo documento de Teses e Propostas fundamenta nosso modo de pensar o atendimento dessa parcela dos jovens.
Após a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente, a maneira de atuar dos educadores e das educadoras muda, como resultado do novo panorama legal e do funcionamento dos Conselhos de Direitos e Tutelares.
Os anos 1990 assistem o crescimento desse novo jeito de garantir os direitos de meninos e meninas.
É nesse contexto que se aprofunda a necessidade de criar nossa entidade e, em 2009, finalmente, fizemos a assembleia que funda a AEESSP.
Desde então estamos desenvolvendo atividades diversas para promover as discussões sobre o fazer do/a educador/a social no Estado de São Paulo visando a qualificação das nossas práticas, o fortalecimento de nossa categoria profissional e nossa organização como coletivo com identidade de perspectivas de ação e construção do projeto de uma sociedade mais justa e igualitária.


ASSOCIAÇÃO DE EDUCADORES E EDUCADORAS SOCIAIS: UM BREVE HISTÓRICO

Desde os últimos anos da ditadura militar @s educador@s sociais deste país vêm lutando por uma política de atendimento à infância e juventude que se caracterize pelo respeito aos direitos humanos e por uma concepção transformadora da sociedade e das relações rumo a um modelo social mais justo e igualitário.
Durante a década de 1980, articulados pelo Projeto Alternativas de Atendimento aos Meninos de Rua (Funabem/Unicef/SAS), @s educador@s sociais iniciaram um movimento nacional que visava sua organização, bem como a dos meninos e meninas que eles atendiam. Foi o MNMMR.
Este movimento, junto com a Pastoral do Menor da Igreja Católica e outras organizações da sociedade civil protagonizaram a luta pela inclusão na Constituição de 1988 do artigo 227 e sua regulamentação no ECA.
Foram momentos importantes de nossa história, porém, não foram capazes de assegurar nossa organização como categoria de trabalhadores.
Em 2001 lideranças do movimento da infância e juventude do país organizam em São Paulo o I Encontro Nacional de Educação Social. Nesse encontro começa a ganhar corpo a proposta de uma organização específica de educador@s sociais, a partir da percepção que a educação social se constitui em um campo específico que se diferencia da educação escolar, em que, no caso latino-americano, o caráter de enfrentamento do poder constituído e de construção de outra organização social é essencial.


ASSOCIAÇÃO D@S EDUCADOR@S SOCIAIS: UM BREVE HISTÓRICO (continuação)

Em 1983, em um contexto de extrema violência contra crianças e adolescentes, quando o infame Código de Menores e a ditadura militar ainda vigoravam, a luta por uma alternativa de atendimento a crianças e adolescentes ganha um aliado poderoso: o Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo do Campo (PMMR).
Nascido da resistência a uma política de violação dos direitos de crianças e adolescentes, baseada na doutrina da situação irregular, o PMMR protagoniza a maioria dos mais importantes momentos da história dos educador@s sociais do Estado de São Paulo e do Brasil. Lideraram, junto com a Pastoral do Menor e o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, a luta dos paulistas pela inclusão dos artigos 227 e 228 na Constituição de 1988, cuja regulamentação se estabelece pelo Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, dois anos depois.Em 1992 organizam o Bloco Eureca - Eu reconheço o ECA - que desde então desfila a luta pela defesa dos direitos de meninos e meninas no centro de São Bernardo do Campo e, nos últimos anos, ampliou os desfiles para São Vicente, Guarulhos e Campinas.Em 2001 também, o PMMR esteve na liderança do movimento que iniciou os Encontros Nacionais de Educação Social, onde ganha força a ideia de criação de uma Associação Nacional de Educador@s Sociais que inspira e sustenta a fundação da AEESSP.