CBO - Classificação Brasileira de Ocupações

Relatório da Família

Código da Familia
Títulos
5153Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco
Títulos
5153-05Educador social
- Arte educador, Educador de rua, Educador social de rua, Instrutor educacional, Orientador sócio educativo
5153-10Agente de ação social
- Agente de proteção social, Agente de proteção social de rua, Agente social
5153-15Monitor de dependente químico
- Conselheiro de dependente químico, Consultor em dependência química
5153-20Conselheiro tutelar

Descrição sumária
Visam garantir a atenção, defesa e proteção a pessoas em situações de risco pessoal e social. Procuram assegurar seus direitos, abordando-as, sensibilizando-as, identificando suas necessidades e demandas e desenvolvendo atividades e tratamento.
Formação e experiência
O acesso às ocupações da família é livre sem requisitos de escolaridade. Para a ocupação de conselheiro tutelar
observa-se uma diversidade bastante acentuada no que diz respeito à escolaridade,que pode variar de ensino fundamental incompleto à superior completo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, demandam formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do decreto 5.598/2005.
Condições gerais de exercício
O trabalho é exercido em instituições ou nas ruas . As atividades são exercidas com alguma forma de supervisão, geralmente em equipes multidisciplinares. Os horários de trabalho são variados: tempo integral, revezamento de turno ou períodos determinados. Os trabalhores desta família ocupacional lidam diariamente com situações de risco,assistindo indivíduos com alteração de comportamento, agressividade e em vulnerabilidade

Código internacional CIUO88
5132 - Ayudantes de enfermería en instituciones

GACs - Grandes Áreas de Competência
A - GARANTIR DIREITOS DE ASSISTIDOS/USUÁRIOS
A.1 - Identificar direito violado
A.2 - Orientar assistidos/usuários e familiares
A.3 - Requisitar serviços
A.4 - Encaminhar assistidos/usuários e/ou familiares a entidades e serviços
A.5 - Denunciar situação de risco
A.6 - Solicitar resgate de assistidos/usuários
A.7 - Resgatar assistidos/usuários
A.8 - Fazer recâmbio
A.9 - Acompanhar assistidos/usuários a atendimentos
A.10 - Fiscalizar entidades de atendimento a crianças e adolecentes
A.11 - Assessorar poder público na implantação de programas e projetos
A.12 - Informar ministério público e/ou poder judiciário os direitos violados
B - SENSIBILIZAR ASSISTIDOS/USUÁRIOS
B.1 - Criar vínculos
B.2 - Conscientizar sobre riscos
B.3 - Despertar nos assistidos/usuários desejo para mudar de vida
B.4 - Aconselhar assistidos/usuários
B.5 - Resgatar auto-estima
B.6 - Apontar alternativas
B.7 - Despertar aptidões, habilidades
C - IDENTIFICAR NECESSIDADES/DEMANDAS
C.1 - Receber denúncias
C.2 - Receber informações sobre violação de direitos
C.3 - Observar necessidades
C.4 - Dialogar com assistidos/usuários
C.5 - Dialogar com familiares e vizinhança
C.6 - Levantar dados estatísticos
C.7 - Pesquisar histórico familiar
C.8 - Avaliar adesão ao tratamento
C.9 - Monitorar comportamento
D - ABORDAR ASSISTIDOS/USUÁRIOS
D.1 - Realizar visitas domiciliares
D.2 - Verificar denúncias
D.3 - Receber pedidos de ajuda da família
D.4 - Receber demanda espontânea
D.5 - Atender solicitações
D.6 - Percorrer perímetros e áreas
D.7 - Observar comportamento
D.8 - Avistar assistidos/usuários
D.9 - Aproximar-se dos assistidos/usuários
E - DESENVOLVER ATIVIDADES SÓCIO-EDUCATIVAS
E.1 - Convidar assistidos/usuários para participar de atividade sócio-educativa
E.2 - Acompanhar reuniões sócio-educativas
E.3 - Desenvolver dinâmica de grupo
E.4 - Construir hábitos
E.5 - Sugerir mudanças de comportamento
E.6 - Realizar terapias em grupo
E.7 - Desenvolver oficinas
E.8 - Realizar atividades artísticas
E.9 - Realizar atividades de lazer e cultura (externas)
E.10 - Realizar atividades de laborterapia
E.11 - Realizar atividades voltadas para a espiritualidade
E.12 - Realizar atividades recreativas e esportivas
E.13 - Realizar atividades pedagógicas lúdicas
E.14 - Realizar acompanhamento pedagógico
E.15 - Realizar reuniões para avaliação dos assistidos/usuários
F - PLANEJAR TRABALHO
F.1 - Definir objetivos
F.2 - Definir metodologia de trabalho
F.3 - Definir metas
F.4 - Definir estratégias
F.5 - Estabelecer cronograma
F.6 - Identificar público-alvo
F.7 - Mapear público-alvo
F.8 - Mapear perímetros ou áreas
F.9 - Estabelecer roteiro de visitas
F.10 - Planejar eventos
F.11 - Estabelecer parcerias com entidades públicas e/ou privadas
G - AVALIAR PROCESSO DE TRABALHO
G.1 - Analisar resultados
G.2 - Analisar casos
G.3 - Avaliar ações
G.4 - Analisar práticas
G.5 - Trocar experiências
G.6 - Avaliar reinserção dos assistidos/usuários
G.7 - Acompanhar reinserção familiar e social dos assistidos/usuários
G.8 - Alterar estratégias
Y - COMUNICAR-SE
Y.1 - Abrir procedimento de atendimento
Y.2 - Elaborar relatórios de atendimento e acompanhamento
Y.3 - Cadastrar assistidos/usuários
Y.4 - Preencher documentos
Y.5 - Encaminhar documentação oficial
Y.6 - Notificar pessoas e entidades
Y.7 - Participar da elaboração das normas
Y.8 - Participar da elaboração de questionários
Y.9 - Agendar visitas
Y.10 - Definir rotina administrativa
Y.11 - Fazer devolutiva
Z - DEMONSTRAR COMPETÊNCIAS PESSOAIS
Z.1 - Trabalhar em equipe
Z.2 - Servir de exemplo
Z.3 - Inspirar confiança
Z.4 - Buscar identificação e empatia
Z.5 - Despertar esperança
Z.6 - Exercitar atividade de escuta
Z.7 - Agir sob pressão
Z.8 - Demonstrar capacidade de compreensão
Z.9 - Contornar situações adversas
Z.10 - Demonstrar entusiasmo
Z.11 - Respeitar diferenças
Z.12 - Demonstrar criatividade
Z.13 - Assumir riscos
Z.14 - Demonstrar coragem
Z.15 - Demonstrar persistência
Z.16 - Tomar decisões
Z.17 - Demonstrar facilidade de comunicação
Z.18 - Administrar conflitos
Z.19 - Demonstrar auto-controle
Z.20 - Demonstrar capacidade de negociação
Z.21 - Permanecer em estado de alerta

Recursos de trabalho
Computador
Material de referêcia(códigos, livros especial. )
Material de escritório
Recursos audio visuais
Radio/celular/telefone/fax
Veículos
Material didático
Material esportivo
Material lúdico
Participantes da descrição

Especialistas
Adelisa Matilde Dos Santos
Alex Barbosa Do Amaral
Carmen Da Silva Oliveira
Claudete Cordeiro Dos Santos
Danilo Ramos Silva
Francisco Luís Assunção Ferreira
Francivan Jairo Rodrigues
Inácio Queiros Pimenta Gonçalves
Januário Alves Dos Santos Filho
Joselice Aparecida De Almeida
José Luis Pereira
José Paulo Ferreira Da Silva Junior
Madalena Rodrigues São José
Maria Aparecida Da Conceição Silva
Maria Lúcia Araujo Da Silva
Miguel Antonio Cruz
Neida Karla Seara Castro
Nilza Carvalho Cardoso
Rossimara Inês Ferreira Da Cunha
                       
Instituições
Admer - Associação De Defesa Do Menor De Rua
Apoio-Casa Amarela- Sto André
Associação De Moradores Do Jardim Santa Lúcia I E Adjacências
Centro Social Santo Dias
Comare
Comunidade Terapêutica Luz Para A Vida
Conselho Tutelar
Conselho Tutelar De Carapicuiba
Conselho Tutelar M'boi Mirim - Jardim Angela
Espaço Minha Gente
Instituto Monsenhor Benedito Antunes - Proj. Andrezinho Cidadão
Nova Aliança
Ong Santa Lucia
Prefeitura Do Município De Itapevi
Projeto Axé - Bahia
Segundo Conselho Tutelar De Santo André
Instituições conveniada responsável
Fundação Instituto De Pesquisas Econômicas - Fipe - Usp


A Comenta:

CBO: 5153-05 Ocupação - Educador Social

Uma importante conquista, mas ainda há trabalho a fazer...
O Cadastro Brasileiro de Ocupações é uma lista das atividades que o Ministério do Trabalho descreve, como forma de orientar os empregadores e empregados sobre o perfil, as atribuições e os títulos aplicáveis a cada atividade laboral. Em janeiro de 2009, finalmente, passamos a constar nessa lista, em uma família própria (5153) com o título de "Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco", que inclui quatro subtítulos: Educador Social, Agente de Ação Social, Monitor de Dependência Química e Conselheiro Tutelar.
No subtítulo Educador Social estão incluídos Educador Social, Educador Social de Rua, Arte educador e Orientador Sócio Educativo.
A descrição geral para a família aponta para ocupações que
"Visam garantir a atenção, defesa e proteção a pessoas em situações de risco pessoal e social. Procuram assegurar seus direitos, abordando-as, sensibilizando-as, identificando suas necessidades e demandas e desenvolvendo atividades e tratamento."
Para os trabalhadores de ONGs, especialmente, é uma importante conquista, pois estabelece o nome com que devemos ser contratados, impedindo denominações que escamoteiem nossas atividades e, assim, usando de artifícios para uma pagar remuneração menor que a de outros trabalhadores - às vezes dentro da mesma instituição há educadores sociais com cargos diferentes na carteira para "justificar" salários diferenciados, numa estratégia para burlar a legislação trabalhista.
Por outro lado, as atividades que foram associadas à nossa função não dão conta da diversidade de ações que realizamos nos diversos locais e públicos com que atuamos. Essa lacuna se deveu à composição do grupo de entidades e profissionais chamados pelo Ministério para o debate que produziu nossa descrição.
Precisaremos nos organizar para, fortalecendo o debate de caracterização de nossa identidade, lutar por uma descrição que contemple essa identidade que estamos construindo ao longo de nossa história.